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O simulador fica no Meu INSS, no serviço Simular Aposentadoria. Ele puxa os vínculos e as contribuições registrados no CNIS, aplica as regras da Reforma da Previdência de 2019 e devolve, regra por regra, o dia em que o segurado completaria os requisitos.
O CNIS se alimenta do que empregadores e o próprio segurado informam. A empresa manda os dados dos empregados todo mês pelo eSocial (o sistema federal de folha de pagamento), e quem paga carnê aparece pelas guias recolhidas. O que ninguém informou não existe para o sistema.
Três tipos de tempo costumam faltar. O rural anterior a novembro de 1991, trabalhado em regime de economia familiar (a família toda na lavoura, sem patrão), conta como tempo de contribuição, mas precisa ser provado em pedido próprio.
O tempo especial (trabalho exposto a agente nocivo à saúde, como barulho acima do limite, produto químico ou material biológico) também some. Até 13 de novembro de 2019, cada ano especial de mulher vale 1,2 ano comum, e cada ano de homem vale 1,4. O simulador lê o período, mas sem o adicional.
O terceiro é o vínculo que nunca entrou no cadastro: empresa que fechou, que não informou, ou registro antigo anotado só na carteira de papel, de antes da informatização.
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O ano do simulador é uma estimativa feita só com o CNIS; tempo provado por documento pode antecipar a aposentadoria em anos.
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O aviso existe e está escrito na tela de resultado, abaixo das regras. O ano aparece grande, em destaque, e muita gente para ali, como Maria parou.
Há ainda as pendências. Um vínculo marcado com sigla de pendência no extrato, por data informada fora do prazo ou salário sem comprovação, pode entrar pela metade no cálculo, ou nem entrar, até o segurado provar o período.
Para enxergar o que o simulador usou, o caminho é o extrato do CNIS, no próprio Meu INSS, em Extrato de Contribuição. Ele lista os vínculos com início, fim e salários mês a mês, e sai em PDF.
Maria baixou o extrato na segunda-feira. Encontrou o hospital, de 1990 a 2007, e o carnê de cuidadora, pago desde 2022. Nenhuma linha para a clínica, nenhuma para o sítio.
Os buracos tinham explicação. A roça não gera contribuição, a clínica não informou, e o hospital aparecia como trabalho comum, porque o cadastro não registra que ela lidava com material biológico.
Corrigir o cadastro antes de pedir a aposentadoria evita que o INSS repita o erro do simulador na concessão. O próprio INSS analisa os documentos, acerta o CNIS e só então recalcula as datas.
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