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A palavra aposentadoria nunca foi tão procurada no Google brasileiro nos últimos cinco anos. Pelo Google Trends, a ferramenta do Google que mede o interesse por um termo, as buscas cresceram 1,53 vez nesse período, segundo o levantamento Augurium de 26 de outubro de 2026.
O pico veio em julho de 2026, e o interesse de hoje está em 96% dele. Nas últimas 13 semanas, o índice ficou em 0,97 vez o do período anterior, quase parado no alto.
O Planner do Google Ads, a ferramenta que estima quantas vezes um termo é digitado, mostra o volume. No mesmo levantamento Augurium, as buscas mensais passaram de 264 mil para 352 mil em 12 meses, alta de 1,34 vez. Entre os termos que puxam a fila estão “aposentar” e “aposentadoria por idade”.
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A aposentadoria por idade da mulher pede duas condições ao mesmo tempo: 62 anos completos e 180 meses de carência.
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Carência é o número mínimo de contribuições mensais que o INSS exige antes de pagar um benefício. Ela não se confunde com tempo de contribuição: um mês pago com atraso pode contar como tempo e ficar fora da carência.
A regra está no artigo 27 da Lei 8.213, a lei dos benefícios da Previdência. Para quem paga por conta própria, como a dona de casa e o autônomo, a carência só corre a partir do primeiro pagamento feito em dia. Guia antiga quitada de uma vez, referente a meses de anos atrás, entra no tempo e fica fora dos 180.
A idade da mulher veio da Emenda Constitucional 103, a reforma de 2019, que escreveu o número no texto:
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“O segurado filiado ao Regime Geral de Previdência Social após a data de entrada em vigor desta Emenda Constitucional será aposentado aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher.”
Emenda Constitucional 103, de 2019, artigo 19
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Um período conta na carência sem guia nenhuma. O auxílio por incapacidade, o antigo auxílio-doença, entra na soma quando fica entre dois períodos de trabalho ou de pagamento. O Supremo Tribunal Federal fixou a tese no Tema 1125, em 2021.
Os anos de trabalho em casa sem guia não contam, por mais longos que sejam. A lei não reconhece o serviço doméstico na própria família como contribuição, e por isso o carnê de 5% foi criado.
Para Maria Aparecida, a regra da carência não tinha furo. Os 108 meses da fábrica estavam no CNIS, o Cadastro Nacional de Informações Sociais, onde o INSS guarda o histórico de cada trabalhador. As guias do carnê também estavam lá, todas pagas no dia.
O problema era a validação, e a seção II mostra como a idade dela entrou no pedido e onde o aviso apareceu antes.
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